Fiscalização do MTE: Como Preparar Sua Empresa Para Não Ser Pega de Surpresa (Guia Completo 2025)

Imagine a cena: uma terça-feira qualquer, 10h da manhã. Seu DP está no meio do fechamento da folha quando alguém bate na porta. "Bom dia, sou Auditor-Fiscal do Trabalho. Vim realizar inspeção de jornada neste estabelecimento."

Sem aviso prévio. Sem agendamento. Sem "volto semana que vem". E agora?

O auditor pede o AFD. Você sabe o que é isso? Ele pede o AEJ. Você tem? Ele quer ver o certificado INPI do seu sistema de ponto. Você nem sabia que precisava de um.

Esse cenário não é hipotético. Acontece todos os dias em empresas brasileiras. E em 2025, com o MTE investindo na formação de mais 900 Auditores-Fiscais, a frequência dessas visitas só tende a aumentar.

A boa notícia? Preparar-se não é complicado. Mas exige que você entenda o que a lei realmente pede, o que o fiscal realmente verifica, e como ter tudo isso funcionando no automático -- sem depender de planilhas, memória ou sorte.

Este artigo vai te mostrar exatamente isso.


O que mudou com a Portaria 671/2021 (e por que você precisa saber)

Antes de falar sobre fiscalização, precisamos falar sobre a norma que define o que é certo e o que é errado quando o assunto é controle de jornada.

A Portaria MTP nº 671/2021, publicada em 8 de novembro de 2021 e em vigor desde 10 de fevereiro de 2022, é o marco regulatório que unificou tudo. Ela substituiu duas normas antigas -- a Portaria 1.510/2009 e a Portaria 373/2011 -- e trouxe clareza para um assunto que vivia em zona cinzenta.

O que ela define, na prática?

  • Três tipos oficiais de registrador de ponto (REP-C, REP-A e REP-P)
  • Como os arquivos de fiscalização devem ser gerados (AFD e AEJ, com formatos específicos)
  • Como o comprovante de marcação deve ser emitido ao trabalhador
  • Quais assinaturas digitais são obrigatórias (CAdES para arquivos, PAdES para comprovantes PDF)
  • O que o Auditor-Fiscal pode exigir durante uma inspeção

E a portaria não ficou parada. Desde a publicação, quatro atualizações a complementaram:

Portaria Principal mudança
1.486/2022 Comprovantes eletrônicos devem usar assinatura PAdES (PDF); coletores devem exibir relógio digital
3.717/2022 Prorrogou prazo de adequação; substituiu AFDT/ACJEF pelo AEJ
4.198/2022 Assinatura do AEJ pode ser do desenvolvedor do software ou do empregador; padrão CAdES (.p7s)
2.420/2023 Alterações no Capítulo XI, integração com eSocial

O ponto crítico: Se o seu sistema de ponto não acompanhou essas atualizações, sua empresa está tecnicamente irregular -- mesmo que não saiba. E "não saber" nunca foi aceito como defesa em uma autuação.


Os 3 tipos de REP: qual é o seu?

A Portaria 671 criou três categorias de Registrador Eletrônico de Ponto. Qualquer sistema fora dessas categorias não tem validade legal. Ponto.

REP-C (Convencional) -- O relógio físico

Aquele equipamento que fica na parede da empresa. Hardware dedicado, com certificação INMETRO, porta USB fiscal e impressão de comprovante.

Vantagem: Já é amplamente conhecido.
Desvantagens: Caro para manter, não funciona para equipes remotas ou externas, exige manutenção física e não escala.

REP-A (Alternativo) -- Flexível, mas com condição

Combina hardware e software, mas só pode ser usado com autorização por convenção ou acordo coletivo de trabalho. Sem acordo, é ilegal.

O risco silencioso: Se o acordo coletivo vencer e você continuar usando o REP-A, sua empresa fica imediatamente irregular. O auditor não aceita "estamos renovando" como justificativa.

REP-P (Via Programa) -- O modelo digital

Software de registro de ponto, executado em servidor dedicado ou na nuvem, com certificado de registro no INPI. Não requer homologação do MTE, o que simplifica a adoção.

É aqui que entra a UsePonto. A UsePonto é um sistema REP-P certificado, 100% em nuvem, que atende todos os requisitos técnicos do Anexo IX da Portaria 671/2021.

Tabela comparativa

Característica REP-C REP-A REP-P
Tipo Hardware físico Hardware + Software Software (nuvem)
Certificação INMETRO Não obrigatória INPI
Acordo coletivo Não exige Obrigatório Não exige
Equipe remota Não suporta Depende Suporta nativamente
Custo inicial Alto (hardware) Médio Baixo (assinatura)
Atualizações legais Manual (firmware) Variável Automática
AFD/AEJ Gera via porta USB Gera eletronicamente Gera automaticamente
Assinatura digital CAdES CAdES CAdES + PAdES

Na prática: O REP-P é o único modelo que funciona para qualquer tamanho de empresa, qualquer formato de trabalho (presencial, híbrido, remoto, externo) e se mantém atualizado automaticamente com as mudanças da legislação.


O que o fiscal realmente verifica (lista prática)

Vamos ao que interessa. Quando o Auditor-Fiscal do Trabalho entra na sua empresa, ele não está ali para "dar uma olhada". Ele tem um roteiro técnico e sabe exatamente o que procurar.

Documentos que ele vai pedir

  1. AFD (Arquivo Fonte de Dados) -- Os dados brutos de todas as marcações de ponto, em formato ASCII, com CRC-16 em cada registro e assinatura CAdES (.p7s)
  2. AEJ (Arquivo Eletrônico de Jornada) -- As marcações tratadas, com o campo durJornada em minutos (ausência desse campo = autuação automática)
  3. Espelhos de ponto -- Pelo menos um por mês, por colaborador
  4. Comprovantes de marcação -- Eletrônicos (PDF com PAdES) ou impressos
  5. Certificado INPI -- Se usa REP-P, precisa comprovar o registro do software
  6. Relatórios de horas extras -- Com cálculo detalhado e referência legal
  7. Acordo/convenção coletiva -- Se usa REP-A, precisa estar vigente

O que ele verifica tecnicamente

  • Conformidade do formato: AFD e AEJ seguem o layout oficial do gov.br?
  • Fidedignidade dos dados: As marcações são reais ou foram manipuladas?
  • Imutabilidade: É possível apagar ou alterar marcações no sistema? (Se sim, autuação)
  • Cruzamento com folha: As horas registradas batem com o que foi pago?
  • Marcações ímpares: Jornadas com número ímpar de marcações são automaticamente consideradas incorretas
  • Armazenamento: Dados estão retidos por pelo menos 5 anos?
  • NSR sequencial: Cada marcação tem número sequencial de registro, sem lacunas

Pense assim: O fiscal não está verificando apenas SE você registra o ponto. Ele verifica se o registro é confiável, imutável, completo e no formato correto. É a diferença entre ter um sistema de ponto e ter um sistema de ponto que aguenta fiscalização.


As multas que ninguém quer pagar

Vamos falar de dinheiro. Porque no fim das contas, é isso que faz os olhos do gestor brilharem -- de pavor.

Valores por trabalhador (base CLT Art. 75 + Lei 12.544/2011)

Infração Valor mínimo Valor máximo
Controle de jornada irregular R$ 40,25 R$ 4.025,33
Duração do trabalho irregular R$ 41,61 R$ 4.161,83
Reincidência Valores dobrados Valores dobrados

Conta real: o que isso significa para sua empresa

Cada empregado sem registro ou com registro irregular é uma infração separada. Não é uma multa só. São N multas.

Exemplo com 30 funcionários:

  • Melhor caso: 30 x R$ 40,25 = R$ 1.207,50
  • Pior caso: 30 x R$ 4.025,33 = R$ 120.759,90
  • Pior caso com reincidência: 30 x R$ 8.050,66 = R$ 241.519,80

Exemplo com 50 funcionários:

  • Melhor caso: 50 x R$ 40,25 = R$ 2.012,50
  • Pior caso: 50 x R$ 4.025,33 = R$ 201.266,50
  • Pior caso com reincidência: 50 x R$ 8.050,66 = R$ 402.533,00

E isso é só a multa administrativa. Existem consequências adicionais:

  • Interdição ou paralisação de atividades
  • Processos judiciais trabalhistas (individuais e coletivos)
  • Danos morais coletivos (ação civil pública pelo MPT)
  • Passivos trabalhistas acumulados (horas extras não pagas, intervalos não respeitados)

Infrações específicas da Portaria 671

Além das multas genéricas de jornada, a Portaria 671 prevê autuação específica para:

  • AFD ou AEJ sem assinatura digital válida
  • Ausência do campo jornada no AEJ
  • Marcações não fidedignas (manipuladas)
  • Jornadas com marcações ímpares
  • REP-P sem certificado INPI
  • Qualquer forma de manipulação de dados

A matemática é simples: Uma assinatura da UsePonto custa a partir de R$ 49,90/mês. Uma única autuação em uma empresa com 30 funcionários pode custar mais de R$ 120.000. Você faz as contas.


O custo invisível do ponto mal resolvido

Multas são o risco mais óbvio. Mas existe um custo que não aparece em nenhum auto de infração e que, mesmo assim, corrói a operação da sua empresa todos os dias.

O retrabalho que ninguém contabiliza

  • Horas do DP refazendo cálculos em planilha
  • Conferência manual de marcações inconsistentes
  • Ajustes retroativos que geram reprocessamento de folha
  • Impressão, assinatura e arquivamento de espelhos em papel

Os conflitos que desgastam

  • Funcionário contesta hora extra que "sumiu"
  • Gestor não sabe quem fez hora extra sem autorização
  • DP vira "árbitro" de disputas entre chefia e equipe
  • Clima organizacional deteriora silenciosamente

O risco jurídico latente

  • Cada marcação faltante é uma potencial evidência contra a empresa em processo trabalhista
  • Sem registro confiável, a justiça tende a aceitar a versão do trabalhador
  • Passivos trabalhistas se acumulam por anos sem que ninguém perceba
  • Quando a bomba estoura (ação coletiva ou fiscalização), já é tarde demais

O estresse crônico

  • DP vive em estado de alerta no fechamento da folha
  • Medo constante de fiscalização
  • Sensação de que "uma hora vai dar problema"
  • Turnover alto na área -- profissionais de DP bons não aceitam trabalhar assim

A pergunta certa não é "quanto custa um sistema de ponto?". A pergunta certa é "quanto está custando NÃO ter um sistema de ponto confiável?"


Como saber se sua empresa está preparada: checklist de autoavaliação

Antes de falar de solução, faça esse exercício honesto. Marque cada item que sua empresa atende hoje:

Registro e conformidade

  • Usamos um sistema de ponto classificado como REP-C, REP-A ou REP-P
  • Se REP-A, temos acordo/convenção coletiva vigente autorizando o uso
  • Se REP-P, temos certificado de registro no INPI
  • Colaboradores recebem comprovante a cada marcação (impresso ou PDF com PAdES)
  • Espelhos de ponto são disponibilizados no mínimo 1x por mês

Arquivos de fiscalização

  • Geramos AFD no formato ASCII (ISO 8859-1) com campos delimitados por pipe
  • Cada registro do AFD tem CRC-16 CCITT-TRUE (KERMIT)
  • AFD possui assinatura digital CAdES em arquivo .p7s destacado
  • Geramos AEJ com o campo jornada em minutos
  • AEJ possui assinatura digital CAdES
  • NSR (Número Sequencial de Registro) é sequencial e sem lacunas

Integridade dos dados

  • Marcações de ponto não podem ser editadas ou deletadas no sistema (imutabilidade)
  • Ajustes são feitos por processo separado (tratamento de ponto), sem alterar o registro original
  • Dados são retidos por no mínimo 5 anos
  • Logs de auditoria registram quem, quando, o quê e por quê de cada alteração

Gestão de jornada

  • Horas extras são calculadas automaticamente (50% dias normais, 100% feriados)
  • Adicional noturno é aplicado corretamente (22h-5h, 20%, hora ficta 52min30s)
  • Intervalo intrajornada é respeitado (1h para jornada >6h, 15min para 4h-6h)
  • Intervalo interjornada de 11h é monitorado
  • banco de horas tem saldo controlado em minutos com conformidade CLT

Resultado

  • 20+ itens marcados: Sua empresa está bem preparada. Mantenha a conformidade.
  • 15-19 itens: Existem lacunas que podem gerar autuação. Corrija com urgência.
  • 10-14 itens: Risco significativo. Uma fiscalização hoje resultaria em problemas sérios.
  • Menos de 10: Risco crítico. Sua empresa está vulnerável a multas pesadas e passivos trabalhistas.

Seja honesto nessa avaliação. O fiscal não vai aceitar "quase conforme" como resposta.


Como a UsePonto resolve cada dor

Agora vamos ao que realmente importa: como sair da zona de risco e chegar à conformidade total sem transformar isso num projeto de TI de seis meses.

Dor do gestor Como a UsePonto resolve
"Não sei se meu sistema atende a Portaria 671" Sistema REP-P certificado, 100% conforme, atualizado automaticamente a cada mudança na legislação
"Não gero AFD nem AEJ" Geração automática de AFD (tipos 1-7, layout gov.br) e AEJ com durJornada em minutos
"Não tenho assinatura digital nos arquivos" CRC-16/KERMIT em cada registro, SHA-256 no arquivo completo, CAdES (.p7s) no AFD e AEJ, PAdES nos comprovantes PDF
"Funcionários reclamam que não recebem comprovante" Comprovante eletrônico em PDF com assinatura PAdES emitido automaticamente após cada marcação
"Tenho medo de manipulação de dados" Dados imutáveis (append-only). Marcações não podem ser editadas ou deletadas. Ajustes são feitos via tratamento de ponto com fluxo de aprovação
"Não sei calcular horas extras direito" Cálculo automático: 50% dias normais, 100% feriados, adicional noturno 20% (22h-5h, hora ficta 52min30s)
"Tenho equipe externa/remota" Marcação via Web, Mobile (PWA) e Relógios Virtuais, com geolocalização, geofencing e suporte offline
"Tenho medo de fraude no ponto" reconhecimento facial com IA antifraude (3 posições), geolocalização com geofencing (raio 50-5000m)
"Gerencio várias empresas/filiais" Multi-empresa com isolamento total de dados, NSR próprio por estabelecimento, painel centralizado
"Meu DP gasta dias no fechamento" Dashboard em tempo real, detecção automática de pendências, espelho de ponto com exportação PDF
"Ajustes de ponto viram caos" Fluxo estruturado: solicitação > aprovação/rejeição. Auto-adjust com IA detecta gaps e sugere correções
"Não tenho controle sobre faltas" Classificação automática conforme CLT Art. 473 (15 tipos de falta), abonos com fluxo de aprovação
"Preciso de relatórios para auditoria" Relatórios dia-a-dia e consolidados, exportação AFD/AEJ/CSV/Excel, cálculo com referência legal
"Não sei se meus dados estão seguros" TLS 1.2+, JWT, bcrypt, Helmet, CORS, Rate Limiting, LGPD compliant, logs imutáveis, retenção 5 anos

As 11 validações que protegem sua empresa

A UsePonto implementa 11 validações obrigatórias em cada marcação de ponto. Não são opcionais. Não são "configuráveis". Elas existem porque a lei exige e porque protegem sua empresa.

1. Colaborador autenticado e ativo

Antes de registrar qualquer marcação, o sistema verifica se o colaborador está autenticado, vinculado à empresa e com status ativo. Marcações de ex-funcionários ou pessoas não autorizadas são bloqueadas.

2. Sequência cronológica

Marcações devem seguir ordem lógica: entrada antes de saída, almoço antes de retorno. O sistema impede inversões que gerariam inconsistências no espelho de ponto.

3. Intervalo mínimo e máximo (1 minuto a 20 horas)

Duas marcações com menos de 1 minuto de diferença indicam erro (toque duplo). Mais de 20 horas indicam marcação esquecida. Ambos os cenários são tratados automaticamente.

4. Sem marcações futuras

Ninguém pode registrar ponto para uma data/hora que ainda não aconteceu. Parece óbvio, mas sistemas sem essa validação permitem manipulação.

5. Sem duplicação

Se o colaborador já registrou entrada às 8h00, uma segunda tentativa às 8h00 é bloqueada. Evita registros duplicados que corrompem o cálculo de jornada.

6. Tolerância de 10 minutos por dia

A CLT permite tolerância de até 10 minutos diários (5 minutos por marcação) que não são computados como hora extra nem desconto. O sistema aplica essa regra automaticamente.

7. Alertas em feriados e DSR

Marcações em feriados e dias de descanso semanal remunerado geram alertas para o gestor. Horas trabalhadas nesses dias têm adicional de 100%.

8. Limite de horas extras (máximo 2h/dia)

A CLT limita horas extras a 2 horas por dia. O sistema alerta quando esse limite é atingido, protegendo a empresa de irregularidades.

9. Intervalo intrajornada

Jornadas acima de 6 horas exigem intervalo mínimo de 1 hora. Jornadas entre 4 e 6 horas exigem 15 minutos. O sistema monitora e alerta quando esses intervalos não são respeitados.

10. Intervalo interjornada de 11 horas

Entre o fim de uma jornada e o início da próxima, deve haver no mínimo 11 horas de descanso. O sistema verifica automaticamente e alerta gestores e colaboradores.

11. Geolocalização

Cada marcação registra a localização do colaborador. Com geofencing, é possível definir um raio (50 a 5.000 metros) ao redor do local de trabalho e alertar marcações fora dessa área.

Essas 11 validações funcionam no backend. Não dependem do dispositivo do colaborador, não podem ser burladas pelo front-end e são executadas a cada marcação, sem exceção.


Perguntas que todo gestor faz

Sobre obrigatoriedade e legislação

1. Minha empresa é obrigada a ter controle de ponto?

Se você tem mais de 20 colaboradores por estabelecimento, sim. É obrigação da CLT (Art. 74, parágrafo 2). Mas mesmo com menos de 20, ter controle de ponto é a melhor proteção contra processos trabalhistas -- sem registro, a justiça tende a aceitar a versão do funcionário.

2. Qual a diferença entre Portaria 671 e as portarias anteriores?

A Portaria 671/2021 unificou as Portarias 1.510/2009 e 373/2011 em uma única norma. Criou o modelo REP-P (ponto via software), substituiu o AFDT/ACJEF pelo AEJ, e definiu requisitos técnicos mais claros para assinaturas digitais e formato de arquivos.

3. O que é o AFD e por que ele é tão importante?

O AFD (Arquivo Fonte de Dados) é o registro bruto e imutável de todas as marcações de ponto. Cada registro tem formato ASCII, campos delimitados por pipe, CRC-16 de integridade e assinatura digital CAdES. É o primeiro documento que o fiscal pede. Se você não tem, ou se ele está em formato incorreto, é autuação na certa.

4. O que é o AEJ e qual a diferença para o AFD?

O AEJ (Arquivo Eletrônico de Jornada) substituiu o antigo AFDT/ACJEF. Ele contém as marcações já tratadas (com ajustes, abonos, etc.) e obrigatoriamente o campo durJornada em minutos. Enquanto o AFD é o dado bruto, o AEJ é o dado processado. Ambos são obrigatórios.

5. O que acontece se meu AEJ não tiver o campo durJornada?

Autuação. É uma das infrações mais comuns e mais fáceis de detectar pelo fiscal. O campo durJornada em minutos é obrigatório em cada registro do AEJ desde a Portaria 3.717/2022.

6. Preciso de acordo coletivo para usar ponto digital?

Depende. Para REP-P (como a UsePonto), não. Para REP-A, sim, obrigatoriamente. Essa é uma das grandes vantagens do REP-P: você adota sem precisar negociar com sindicato.

Sobre a fiscalização

7. O fiscal pode aparecer sem avisar?

Sim. O Auditor-Fiscal do Trabalho tem prerrogativa legal de comparecer a qualquer estabelecimento sem aviso prévio. Você não pode impedir a entrada, solicitar agendamento ou pedir que volte outro dia.

8. Quais documentos o fiscal vai pedir na hora?

AFD, AEJ, espelhos de ponto, comprovantes de marcação, certificado INPI (se REP-P), relatórios de horas extras, acordo/convenção coletiva (se REP-A). Tudo deve estar disponível para entrega imediata ou em prazo curtíssimo.

9. O que o fiscal faz se encontrar irregularidade?

Lavra auto de infração com as multas aplicáveis. Pode apreender documentos e equipamentos. Pode interditar atividades. E os valores são por trabalhador -- cada colaborador irregular é uma infração separada.

10. Com que frequência ocorrem fiscalizações?

Não há periodicidade fixa. Podem ser motivadas por denúncia de funcionários, campanhas setoriais do MTE, ou rotina de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho. Em 2025, com 900 novos auditores em formação, a tendência é de aumento.

Sobre a UsePonto

11. A UsePonto é um REP-P certificado?

Sim. A UsePonto é um sistema REP-P com certificado de registro no INPI, conforme exigido pela Portaria 671/2021. Isso significa que você pode apresentá-lo ao fiscal com segurança jurídica.

12. A UsePonto gera AFD e AEJ automaticamente?

Sim. O AFD é gerado no formato ASCII com todos os tipos de registro (1 a 7), CRC-16/KERMIT em cada registro, SHA-256 no arquivo completo e assinatura CAdES em arquivo .p7s destacado. O AEJ é gerado com durJornada em minutos e assinatura CAdES. Tudo automático, sem intervenção manual.

13. É possível alterar ou deletar marcações na UsePonto?

Não. Os dados de marcação são imutáveis (append-only). Nenhuma marcação pode ser editada ou excluída. Ajustes são feitos exclusivamente pelo módulo de tratamento de ponto, que possui fluxo de aprovação e não altera o registro original. Isso garante a fidedignidade exigida pela legislação.

14. Como funciona a marcação para equipes externas ou remotas?

A UsePonto permite marcação via Web, Mobile (aplicativo PWA que funciona em qualquer smartphone) e Relógios Virtuais. Cada marcação registra geolocalização, e o gestor pode definir geofencing com raio de 50 a 5.000 metros. Se o colaborador marcar fora da área permitida, o sistema alerta. Funciona inclusive offline, com sincronização automática quando a conexão retorna.

15. O reconhecimento facial funciona mesmo? É seguro?

Sim. A UsePonto usa reconhecimento facial com IA antifraude que exige captura em 3 posições diferentes. Isso impede fraudes com foto ou vídeo. A validação acontece em tempo real, a cada marcação.

16. Quanto tempo leva para implementar?

O cadastro leva minutos. Você cria a conta, configura a empresa, convida os colaboradores por email e eles já podem começar a marcar ponto. Não precisa instalar hardware, contratar consultoria ou esperar homologação.

17. E se eu tiver várias empresas ou filiais?

A UsePonto suporta multi-empresa com isolamento total de dados. Cada empresa tem seus próprios colaboradores, configurações de jornada, NSR, AFD, AEJ e relatórios. Tudo acessível em um único painel centralizado.

18. Os dados ficam seguros?

A plataforma usa TLS 1.2+ para tráfego, JWT com token de 8h e refresh de 7d para autenticação, bcrypt com custo mínimo de 10 para senhas, além de Helmet, CORS configurado e Rate Limiting. É LGPD compliant, com logs imutáveis de auditoria e retenção de dados por 5 anos.

19. Posso exportar os dados para meu contador ou advogado?

Sim. Você pode exportar AFD, AEJ, espelhos de ponto em PDF, e relatórios em CSV e Excel. Tudo pronto para entregar ao contador, advogado ou auditor fiscal.

20. Tem suporte para banco de horas?

Sim. O sistema controla créditos e débitos em minutos, com saldo atualizado em tempo real e conformidade total com a CLT (compensação individual de 6 meses, coletiva de 1 ano).


Cenário antes vs depois: a história de duas empresas

Empresa A: A Metalúrgica do Marcos

Antes da UsePonto

Marcos gerencia uma metalúrgica com 45 funcionários. O ponto é registrado em relógio de parede antigo (sem certificação INMETRO atualizada). Maria, a única pessoa do DP, fecha a folha em planilha.

Na segunda semana de março, um Auditor-Fiscal aparece sem aviso. Pede o AFD. Marcos não sabe o que é. O auditor pede o AEJ. Marcos mostra a planilha do Excel. O auditor balança a cabeça.

Resultado: autuação por ausência de AFD, ausência de AEJ, ausência de assinatura digital, registrador não certificado. Multa total: R$ 87.548,17. Marcos tem 10 dias úteis para recorrer ou 30 dias para pagar com desconto de 50%.

Além da multa, dois ex-funcionários entram com ação trabalhista alegando horas extras não pagas. Sem registros confiáveis, a defesa de Marcos é frágil. Acordo na justiça: R$ 34.000.

Custo total do "ponto mal resolvido": R$ 121.548,17 + meses de estresse + reputação abalada.

Empresa B: A Agência da Carla

Depois da UsePonto

Carla gerencia uma agência de marketing com 32 funcionários, sendo 12 remotos. Usa a UsePonto há 8 meses.

Na mesma semana, um Auditor-Fiscal visita a agência. Pede o AFD. Carla abre o painel da UsePonto, exporta o AFD com assinatura CAdES em 30 segundos. Pede o AEJ. Exporta com durJornada em minutos. Pede o certificado INPI. Está no sistema. Pede espelhos de ponto. Exporta em PDF com PAdES.

O auditor verifica os arquivos, confere o formato, valida as assinaturas digitais, cruza com a folha de pagamento. Tudo confere.

Resultado: fiscalização encerrada sem autuação. Tempo total de atendimento ao fiscal: 47 minutos.

Custo da UsePonto por mês: R$ 129,90 (plano Professional para 50 colaboradores).
Custo total em 8 meses: R$ 1.039,20.
Multas evitadas: Até R$ 128.809,56 (valor máximo para 32 funcionários).

Marcos e Carla são fictícios. Mas os números são reais. A única diferença entre os dois cenários é a decisão de se adequar ANTES da fiscalização, não depois.


Objeções comuns respondidas

"É caro demais para minha empresa"

A UsePonto custa a partir de R$ 49,90/mês para até 10 colaboradores. Compare com:

  • Uma única autuação: mínimo R$ 40,25 por funcionário
  • Uma ação trabalhista por horas extras: média de R$ 15.000 a R$ 50.000
  • O custo do DP refazendo cálculos em planilha: horas que poderiam ser investidas em gestão estratégica

A pergunta não é se você pode pagar R$ 49,90/mês. A pergunta é se você pode arriscar não pagar.

Plano Colaboradores Valor mensal
Starter Até 10 R$ 49,90
Essencial Até 25 R$ 89,90
Professional Até 50 R$ 129,90
Business Até 100 R$ 179,90
Enterprise 100+ Sob consulta

Sem fidelidade. Sem multa de cancelamento. Atualizações de legislação incluídas.

"Somos pequenos demais para precisar disso"

Se você tem mais de 20 colaboradores, é obrigação legal. Se tem menos, ter controle de ponto é sua melhor defesa contra processo trabalhista. E além disso: empresa pequena é a que mais sofre com uma multa de R$ 40.000 ou R$ 100.000. Proporcionalmente, o impacto é devastador.

"Vai dar muito trabalho para implementar"

Cadastro em minutos. Sem hardware. Sem instalação. Sem consultoria. Você cria a conta, configura a empresa, convida os colaboradores por email e pronto. O teste gratuito de 15 dias não pede cartão de crédito.

"Já tenho um sistema de ponto"

A pergunta é: ele gera AFD com CRC-16 e assinatura CAdES? Gera AEJ com durJornada em minutos? Tem certificado INPI? Impede manipulação de dados? Se a resposta para qualquer uma dessas perguntas for "não sei" ou "não", você tem um sistema de ponto que não aguenta fiscalização. Ter sistema é uma coisa. Ter conformidade é outra.

"Meus funcionários vão resistir"

A marcação por aplicativo ou navegador é mais prática do que qualquer relógio de parede. Reconhecimento facial leva segundos. E o colaborador recebe comprovante automático a cada marcação -- direito que a lei garante e que muitas empresas não oferecem.

"É seguro colocar dados de ponto na nuvem?"

Mais seguro do que em um servidor local sem backup, sem criptografia e sem proteção contra incêndio. A UsePonto usa TLS 1.2+, criptografia de dados, autenticação JWT, logs imutáveis e é LGPD compliant. Os dados ficam retidos por 5 anos, conforme exigência legal.


O custo de esperar

Existem dois momentos para se adequar à legislação: antes da fiscalização e depois. A diferença é que antes custa R$ 49,90/mês. Depois pode custar R$ 120.000 ou mais.

O MTE está investindo na formação de 900 novos Auditores-Fiscais. A tendência é clara: mais fiscalizações, mais rigor, menos tolerância com empresas irregulares.

Você pode continuar com a planilha. Pode continuar com o relógio de parede sem certificação. Pode continuar esperando. Mas o auditor não espera. E quando ele bater na sua porta, você vai querer ter feito essa escolha antes.


Próximo passo: teste gratuito de 15 dias

A UsePonto oferece teste gratuito de 15 dias, sem cartão de crédito, sem compromisso e sem fidelidade. Em minutos você configura a empresa, convida os colaboradores e começa a registrar ponto com conformidade total.

O que você ganha no teste gratuito:

  • Sistema REP-P certificado INPI, conforme Portaria 671/2021
  • 11 validações obrigatórias ativas desde o primeiro dia
  • Geração automática de AFD e AEJ com assinaturas digitais
  • Marcação via Web, Mobile e Relógio Virtual
  • Reconhecimento facial com IA antifraude
  • Geolocalização com geofencing
  • Dashboard em tempo real
  • Suporte completo

500+ empresas e 10.000+ marcações diárias já confiam na UsePonto. Avaliação média de 4.9/5.

Comece seu teste gratuito agora

Ou acesse useponto.com.br para conhecer todos os recursos.


Dados de legislação baseados na Portaria MTP nº 671/2021 e atualizações (Portarias 1.486/2022, 3.717/2022, 4.198/2022, 2.420/2023), CLT (Arts. 58 a 75, Art. 473), Lei 12.544/2011 e orientações publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Valores de multas conforme tabela vigente. Consulte um advogado trabalhista para orientação jurídica específica para sua empresa.